Vitamin D ‘triggers and arms’ the immune system
Vitamin D is crucial to the fending off of infections, claims new research.



 

No próximo dia 13 de Março (Sábado), A NutriScience vai organizar a conferência Nutrição, Epigenética, Gravidez e Pós-Parto dada pelo Professor Doutor Frits Muskiet da Faculdade de Ciências Médicas da Universidade de Gronningen, e que decorrerá no Grande Auditório do Instituto Superior de Ciências da Saúde Egas Moniz, das 9:30 às 13:30. Veja todos os detalhes do evento clicando aqui. Para mais informações, visite www.nutriscience.pt.
 

PROGRAMA:

09:30-11:00 – Fundamentos de Epigenética e Programação Metabólica
11:00-11:30 – Healthy Snack
11:30-13:00 –
Ácidos Gordos Essenciais na Saúde, Gravidez e Pós-Parto 
13:00-13:30 –
Debate

 

PALESTRANTE: 

Professor Dr. Frits Muskiet 
 
Doutorado em Física (Groningen State University, Holanda)
Mestre em Bioquímica (Groningen State University, Holanda)
Licenciado em Química (Groningen State University, Holanda)
Professor catedrático de “Análises Clínicas” do “Groningen Research Institute of Pharmacy”(Groningen State University, Holanda)
Professor catedrático de “Fisiopatologia” da Faculdade de Ciências Médicas do “University Medical Center Groningen” (Holanda)
Membro do Comité Científico do “Vitamin Information Bureau”
Membro da “International Society for the study of fatty acids and lipids”; “Royal Society of Physics”; “Dutch Federation of Clinical Chemists”; “Dutch Cancer Society” e “Dutch Atherosclerosis Society”
Membro do Conselho Editorial da revista científica “Prostaglandins, Leukotrienes and Essential Fatty Acids
Mundialmente reconhecido como especialista em Nutrição, Programação Metabólica, Epigenética, Medicina Evolucionista e Análises Clínicas.
 
 

RAZÕES PARA ASSISTIR:

1. Aborda temas de vanguarda e de grande actualidade científica, com enorme impacto na saúde humana (ex: Influências epigenéticas da Nutrição em algumas doenças da civilização; Impacto da Nutrição Pré e intra-Natal na futura saúde neuro-psiquiátrica do feto; O papel das gorduras dietéticas na Gravidez e no Pós-Parto; Importância da amamentação no desenvolvimento neurológico; Composição de ácidos gordos do leite materno em diversas populações; Papel dos Ácidos Gordos da família Ómega 3 em Pediatria; Avaliação nutricional de populações africanas primitivas; Vitamina D; etc.)

2. O palestrante é um investigador de renome mundial com inúmeros trabalhos publicados nas melhores revistas científicas (Acta Paediatrica; Advances in Experimental Medicine and Biology; American Journal of Clinical Nutrition; American Journal of Hematology; American Journal of Human Biology; American Journal of Reproductive Immunology; Analytical Biochemistry; Annals of Hematology; Annals of Human Biology; Annals of Nutrition & Metabolism; Annals of the Rheumatic Diseases; Archives of Disease in Childhood; Arthritis and Rheumatism; The Biochemical Journal; Biochimica et Biophysica Acta; British Journal of Nutrition; British journal of obstetrics and gynaecology; Cancer Detection and Prevention; Chemosphere; Clinical Cancer Research; Clinical Chemistry; Clinica Chimica Acta; Diabetologia; Early Human Development; European Journal of Cancer; European Journal of Clinical Nutrition; European Journal of Paediatrics; Experimental Neurology; Haematologica; International Journal of Cancer; Journal of the American College of Nutrition; Journal of Chromatography; Journal of Clinical Endocrinology and Metabolism; Journal of the National Cancer Institute; Journal of Neurochemistry; Journal of Nutrition; The Journal of Nutritional Biochemistry; Journal of Paediatric Hematology/Oncology; Journal of Paediatric Gastroenterology and Nutrition; Journal of Perinatal Medicine; Journal of Proteome Research; Lipids; Metabolism; New England Journal of Medicine; Paediatric Research; Progress in Neuro-Psychopharmacology and Biological Psychiatry; Prostaglandins, Leukotrienes and Essential Fatty Acids) e tem o seu trabalho reconhecido pela comunidade médica e científica.

3. Pode dar ferramentas essenciais para os Profissionais de Saúde, em especial àqueles que trabalham na área da gravidez e pós-parto.



Vídeo: Brooks Kubik Bottom Position Squat 200kg

 

Comecei a ler o "DINOSAUR TRAINING", do famoso campeão Brooks Kubik (não confundir com o KubRick do cinema), proponente de uma filosofia de treino de força e de cultura física tradicional, ao estilo dos homens fortes do antigamente. Ou seja, das "ferramentas do ofício" não fazem parte aquelas máquinas modernas de tipo "aeróbico", mas antes a tradicional barra grossa, de 2 polegadas (para os típicos agachamentos, deadlifts, elevações com uma só mão, arremessos, etc.) ou a barra Gerard, e também sacos de areia, bigornas, barricas, cordas e similares. A preferência vai para exercícios compostos, mobilizando vários grupos musculares, e para cargas muito elevadas, potenciando força explosiva, com repetições mínimas, 3, 2 ou apenas 1. Ou seja, tudo coisas em desuso desde que os modernos "treinadores de sofá", como Kubik os designa, abandonaram os métodos tradicionais, baseados em pura força anabólica, para os transformar em actividades "científicas" semi-aeróbicas e sem transpiração. Eu percebo muito pouco de cultura física, embora já a tenha praticado há 20 anos no Ateneu Comercial de Lisboa, mas é facílimo entender que este Brooks Kubik é um verdadeiro artista da força funcional, um expoente máximo do que dá título ao mais conhecido poema de Bukowski: "Estilo"! Nem é preciso ler o livro para entender isto, basta ver esta filosofia de treino: pura concentração, esforço máximo, com baixas repetições, ausência de drogas e de tecnologia, etc. Este agachamento com barra de 200 kg (440 lb) é todo ele uma obra-prima de força primitiva, qual bela peça teatral meritória de público pagando pelo espectáculo!

 

DINOSAUR TRAINING

Dinosaur training is a philosophy of weight training / physical culture promoting a return to traditional strongman types of exercises and training, including:

Dinosaur training positions itself in opposition to aerobics exercise culture and to bodybuilding and other training methods geared towards cosmetic purposes. It stresses intensity, hard work, functional strength, power, endurance and mental toughness.

The foremost voice in the Dinosaur training movement is Brooks D. Kubik, although Bob Whelan, Ken Leistner, and John McCallum are counted as allies. Historical lifters like Peary Rader and various late 19th-century and early 20th-century strongmen and physical culture proponents such as Eugen Sandow are regarded as heroes.

Kubik’s book Dinosaur Training became highly acclaimed by the weight-lifting community. It offered simple yet effective routines, which appealed to those who had grown weary of the complex methods offered by many authors. The book was also motivational, and even humorous at times.

For a time Kubik advocated Dinosaur Training using bodyweight exercises, as described in his book Dinosaur Bodyweight Training (2006), using such exercises as pushups, handstand pushups, pullups, neck bridges, hanging leg raises, and two- and one-legged deep knee bends. In recent years however he has returned to writing about and advocating traditional weightlifting modes of training, using such exercises as squats, deadlifts, powercleans, high pulls, military presses, barbell bentover rows, benchpresses, etc. for low to moderate reps.

Kubik has elaborated further on the principles of Dinosaur training literally in a novel format in 2008’s "Legacy of Iron," which told the story of a young man being tutored in basic "old school" training and manhood by the lifters of York Barbell.

The primary texts describing the Dinosaur Training philosophy are Dinosaur Training (1996; 2nd edition, 1998), written by Brooks D. Kubik; Dinosaur Bodyweight Training (2006), written by Brooks D. Kubik; and the Dinosaur Files newsletter, published by Kubik from August 1997 to August 2002, then resurrected, with revisions and updates, in 2006; and Legacy of Iron (2008), written by Brooks D. Kubik. Ironman’s Ultimate Guide To Building Muscle Mass includes a chapter by Kubik on Dinosaur Training.[1]

 

Ligações recomendadas:

Dinosaur Training - Brooks Kubik
Oldtime Strongman Strength Training
Functional Hand and Grip Strength Training
Super Strength Books
Iron Mind, stronger minds & bodies



Gostei destes dois primeiros vídeos, no qual a nutricionista Isabel de Los Rios diz coisas bastante acertadas (veja a entrevista do Jimmy Moore e também estes artigos). Embora quisesse, raramente consigo concordar com a maioria das nutricionistas. Mas neste caso temos uma rara excepção, e ainda por cima de quem já esteve dos dois lados. Os demais vídeos são de especialistas não-profissionais, a dizerem igualmente coisas bastante correctas.

 

Vídeo: low saturated Fat Diets

 

Vídeo: The Truth About Saturated Fats

 

Vídeo: The Saturated Fat Myth

 

Vídeo: Saturated Fat and Heart Disease

 

Vídeo: Saturated Fat - Good or Bad?

 

Vídeo: Saturated Fats - Taster - Learn more



 

No interessante artigo do NEPHROPAL sobre os problemas cardíacos recentes do ex-presidente americano, intitulado Clinton by Billy E, aparecem vários comentários, um dos quais de Ted Hutchinson, um senhor que entende muito de saúde. Ele refere, de forma figurativa, que "podemos levar um cavalo até à água, mas não o conseguiremos forçar a beber". Ted começa por citar um artigo do grupo da Paleodieta, o Dietary Fat Quality CHD, informando que o consumo de gorduras saturadas decaiu nos EUA, mas apesar disso, a incidência das doenças cardiovasculares aumentou. E porquê se levanta agora esta questão? Porque certamente Bill Clinton vai receber novamente as típicas recomendações low-fat oficiais, que não o livraram de voltar agora à mesa de operações, cerca de 6 anos após o seu primeiro quadruplo-bypass. E apesar da evidência actual, aniquilando a hipótese lipídica, as autoridades fazem questão em manter recomendações antigas e sem fundamento. Isto mesmo está patente no artigo recente "Mad, bad and dangerous to eat: What next?", do cientista-chefe da Food Standars Agency, o Dr. Andrew Wadge, que ainda está convencido que não se justifica terminar com a campanha governamental anti-gorduras saturadas. Note-se que neste seu artigo apareceram alguns comentadores de peso, como por exemplo o Dr. Barry Groves, referindo o seu artigo Should all animals eat a high-fat, low-carb diet?, Ted Hutchinson citando a investigação mais recente, Richard Nikoley recomendando um seu artigo, outros comentadores citando artigos do Dr. Stephan Guyenet, etc. Eu também deixei um comentário hoje, indicando o meu artigo em inglês sobre colesterol, vejamos se é publicado (Nota de 18-02-2010: e não é que foi mesmo publicado aqui? Acho que isto é um sinal de alguma abertura, afinal as autoridades não são completamente herméticas). Face à resposta final, torna-se evidente que a atitude oficial será sempre "nós sabemos que gorduras saturadas são nocivas, independentemente de qualquer estudo em contrário, e mesmo que todos os estudos o venham a negar, nós continuaremos a manter que são más". Na justificação abaixo apresentada, assentando naturalmente na falsa ideia de que níveis de LDL são marcador de risco cardiovascular, bem como na ideia errada de que estatinas têm qualquer efeito relevante na redução de risco cardiovascular, o Dr. Andrew Wadge pergunta se "a FSA estará a desperdiçar dinheiros públicos para diminuir o consumo de gorduras saturadas? " A resposta evidente a esta questão, baseada na evidência evolucionária, antropológica, cultural, científica, epidemiológica, bioquímica, etc., é naturalmente… sim!

Dr. Andrew Wadge (FSA Chief Scientist)

There have been a number of comments on the blog questioning the evidence behind our advice on reducing saturated fat intakes. In particular, three studies, including one meta-analysis (i.e. bringing together the results of different research addressing similar questions), have combined the results of individual studies on the relationship between saturated fat and incidence of cardiovascular disease (CVD) or coronary heart disease (CHD) (Jakobsen et al., 2009; Skeaff and Miller, 2009; Siri-Tarino et al., 2010). The findings from these are not new. Earlier meta-analyses have looked at the same issue.

So is the FSA wasting public money campaigning to reduce saturated fat consumption? A detailed look at the papers and the evidence tells me we’re not. Why? Well first please accept my apologies for the slightly more technical tone in the following, but many of you who’ve posted comments on this subject obviously have a scientific background and I think it’s important to explain the science fully.

The majority of the analyses in these papers are based on combining data from prospective cohort studies. There are a number of problems with these types of data. For example, participants have their diets assessed at one time point and then they are followed up many years later (between 4 and 25 years) to collect health and death information. Of course, during this time, people’s diets may change a great deal. The quality of fat in the diet may also have changed, for example, the type of fats used in margarine production and for cooking oils, has changed over the years. Another issue is that the dietary information in these studies is often collected using a food frequency questionnaire – although these are relatively easy to use, they are less accurate than more detailed dietary assessment methodologies that are carried out over several days.

Additionally, prospective cohort studies only allow the identification of associations – not a cause and effect – and are therefore difficult to interpret due to confounding factors and bias from other CHD risk factors that might not have been taken into account. For example, most studies have considered smoking (which is a major risk factor for CHD), but not all have taken into account the use of the cholesterol lowering drug statin, which reduces CHD, to some extent, independently of diet.

The Skeaff and Miller (2009) paper included a small number of randomised controlled trials (RCTs) as part of its analysis. These RCTs had some design problems. For example, only small numbers of participants were involved or they were of short duration. Larger and longer RCTs with robust design are required. However, they have not yet been done due to the huge cost and long timescales needed to conduct them.

Although the analyses reported in the paper suggest that reducing saturated fat is not significantly associated with CHD risk, all three analyses highlight that replacing saturated fat with unsaturated fat, particularly polyunsaturated fat, may help to reduce the risk of CHD, which is part of the Agency’s advice.

In common with the World Health Organization and other eminent public health bodies, the Agency recognises that there is evidence to support an indirect link between saturated fat intake and increased LDL cholesterol, which may lead to increased risk of CHD. The favourable effect of replacing saturated fat with unsaturated fat on blood cholesterol levels is well established (Mensink et al., 2003). The idea that lowering LDL cholesterol levels can lead to a reduction in the risk of developing CHD has firmly been recognised by RCTs of statins (Cholesterol Treatment Trialists’ Collaborators, 2005). It is therefore reasonable to conclude that reducing saturated fat will reduce LDL cholesterol and overtime will lead to a reduced risk in CHD.

So, given the weight of evidence, our message is simple – we should all be continuing to cut back on saturated fat, getting a balanced diet and moving more. You can find out more about eating healthily on our eatwell website.

 

References
Cholesterol Treatment Trialists’ (CTT) Collaborators (2005) Efficacy and safety of cholesterol-lowering treatment: prospective meta-analysis of data from 90,056 participants in 14 randomised trials of statins. Lancet, 366, 1267-1278.

Jakobsen MU et al. (2009) Major types of dietary fat and risk of coronary heart disease: a pooled analysis of 11 cohort studies. American Journal of Clinical Nutrition 89: 1425-1432.

Mensink RP et al. (2003) Effects of dietary fatty acids and carbohydrates on the ratio of serum total to HDL cholesterol and on serum lipids and apolipoproteins: a meta-analysis of 60 controlled trials. American Journal of Clinical Nutrition, 77, 1146-1155.

Siri-Tarino PW et al. (2010) Meta-analysis of prospective cohort studies evaluating the association of saturated fat with cardiovascular disease. American Journal of Clinical Nutrition doi: 10.3945/ajcn.2009.27725.

Skeaff CM & Miller J (2009) Dietary fat and coronary heart disease: summary of evidence from prospective cohort and randomised controlled trials. Annals of Nutrition and Metabolism 55: 173-201.

 

Fonte: Dr. Andrew Wadge, 11/Fev/2010.

 



Bad cholesterol: It’s not what you think
It’s time to rethink the halo-and-pitchfork view of our blood fat levels

 

Este artigo constitui um bom resumo do trabalho de investigação em lipidologia cardiovascular do Dr. Ronald M. Krauss (não perca também esta entrevista). Trata-se de um artigo longo e técnico, mas a ideia de base é relativamente simples. Na prática, as partículas de LDL são moduladas em função do tipo de dieta, de tal forma que em dietas de baixo valor em hidratos de carbono (HC) esse perfil tende para o chamado Padrão A, de menor potencial aterogénico e em que as partículas de LDL são menos densas e maiores (por oposição ao indesejável padrão B, típico das dietas altas em HC e que elevam triglicéridos, caracterizado por partículas aterogénicas pequenas e densas de LDL). Ou seja, a hipótese aqui é que é muito menos importante o nível de LDL e mais relevante o seu potencial aterogénico. Porquê? Porque a aterosclerose não resulta de nenhum entupimento de canos, como o Dr. Ancel Keys postulou há umas décadas, mas antes de complexos fenómenos bioquímicos, onde está presente a oxidação de lípidos vulneráveis. E o facto é que as partículas de LDL pequeno e denso (sdLDL) correlaciona-se muito melhor com o grau de aterosclerose, ao contrário do LDL total que é um mau preditor. Por outras palavras, colesterol oxidado é o marcador de risco cardiovascular que realmente faz sentido! A propósito, quais são os lípidos mais instáveis ao calor e por isso oxidáveis? Sim, os lípidos poliinsaturados "saudáveis" (nos quais alimentos recém-introduzidos como os óleos vegetais, os cereais/trigo e margarinas são ricos). Para mais informações sobre este assunto, veja este meu artigo sobre o LDL mauzão (estive agora a relê-lo e estão lá muitas ideias importantes) e também estes artigos fundamentais do Animal Pharm: veja aqui, aqui e aqui. Esta ciência é com certeza recente, e qualquer cardiologista nos dirá que está errada, que o LDL elevado é que é mortal. Mas o "problema" é mais o grau de aterogeneidade desse LDL e não tanto a quantidade em que se apresenta. O nível de LDL-C, por si só, sem se considerarem as suas sub-fracções, não parece ser grande marcador de risco cardiovascular, pois não? Principalmente porque pessoas internadas com doença cardiovascular apresentam LDL inferior ao da população em geral. Já agora, adivinhe só o que acontece quando se consomem muitos cereais saudáveis, frutose e açúcares, será que evoluímos para o Padrão B? E agora uma coisa ainda mais escandalosa, parece que as gorduras saturadas (sim, de ALIMENTOS como carne/ovos/leite/queijo - hoje em dia já não existem alimentos, os "especialistas" só falam nutrientes) modelam FAVORAVELMENTE o perfil lipídico, isto é, deslocam-no para o padrão A, tornando-o menos aterogénico. Isto para além de não alterarem sensibilidade à insulina, pois claro. É muito irónico, sem dúvida. Todo este esforço para demonstrar e justificar o óbvio, que

gorduras saturadas de alimentos ancestrais/ tradicionais, desde que minimamente processados e provenientes de animais saudáveis, nada têm a haver com doenças cardiovasculares (e já agora, nem com cancro do pâncreas, nem com esteatose/ fígado gordo que depende de outras coisas, etc.),

e que condenar esses alimentos, com os quais evoluímos ao longo de milhões de anos, só contribui ainda mais para o actual caos nutricional. Repare-se que a condenação injustificada das gorduras saturadas, na maioria dos estudos, assenta unicamente na variação de um parâmetro obscuro como é o LDL. Aliás, ouvi até dizer que quem começou esta cruzada contra as gorduras saturadas, por razões puramente comerciais e não propriamente de saúde, foi o lóbie dos óleos vegetais "saudáveis", através de entidades com a American Soybean Association (ASA), a Corn Products Company (CPC International), etc. Portanto, eu se estivesse no seu lugar teria alguma cautela antes se aceitar acriticamente certo tipo de recomendações



Health Checkup: How to Live 100 Years

A revista TIME publica este especial sobre Como Viver 100 Anos. Experimente começar por aqui, não esquecendo, pois claro, as excelentes reportagens fotográficas How To Live to a Ripe Old Age e A Global Look at Longevity. Das várias fotos a minha favorita é a de Leonard MacCraken, de 106 anos, um sobrevivente da gripe pandémica de 1918. Todos os portugueses hoje vivos, e que venham a atingir os 100 anos, poderão nessa altura também dizer que sobreviveram à terrível pandemia de gripe A (H1N1) de 2009/10.



Vídeo: Autismo Fabricado nos EUA (5/11).

 

Este documentário, em 11 partes (mas só estão disponíveis 5 partes traduzidas), que é do interesse não só de pessoas que vivem com o autismo mas de todos nós, pode ser visto aqui. Este tema das vacinas e sua eventual ligação ao autismo é, ainda, polémico e aparentemente sem sólida prova científica. Naturalmente porque os mecanismos envolvidos no autismo, e demais doenças auto-imunes, que apresentam cada vez maior incidência, são múltiplos e muito subtis. O "problema" é que o nosso corpo humano é altamente resiliente, dispõe de mecanismos altamente redundantes para evitar a doença, pelo que é necessário muitas falhas em simultâneo para algo correr verdadeiramente mal. Por isso, quanto maior a exposição ambiental a químicos tóxicos, proveniente de várias fontes, pior. Isto é mero bom senso, não necessita de nenhum estudo científico para ser percepcionado. Por maioria de razão, não deve ser boa ideia vacinar qualquer ser vivo com quantidades indiscriminadas de vacinas, todas elas contendo contaminantes. É o que se passa hoje nos EUA, e para onde caminham todos países "desenvolvidos". Os benefícios compensam os riscos? Está por provar pois não existem estudos de longo prazo avaliando multifactorialmente a predisposição para a doença. De qualquer forma, nenhum dos opositores desta hipótese poderá alguma vez afirmar que o mercúrio é uma substância saudável ao ser humano. Bem pelo contrário, é um metal pesado que causa bioacumulação, com sintomas de toxicidade muito similares ao do autismo. A este respeito veja-se o trabalho do Dr. Geier e também os artigos da Safe Minds. Por isso, faz todo o sentido evitar vacinas desnecessárias como foi esta da gripe A / Pandemrix, que como é sabido continha timerosal.



Foto: Excessos alcóolicos (no Carnaval do Brasil?).

 

Abaixo segue-se um extracto do Blogue da Paleodieta sobre longevidade. O texto é da autoria do português Dr. Pedro Bastos, da NUTRISCIENCE, a empresa que vai realizar a conferência sobre "Nutrição, Epigenética, Gravidez e Pós-Parto", no próximo dia 13/Mar/2010. Mais abaixo é referido que "o único método comprovado para prolongar a vida em diversos animais, incluindo primatas, é a restrição calórica". Eu acrescentaria que, se sabemos que determinados estilos de vida não são nada favoráveis à saúde, então evitá-los será também provavelmente uma boa forma de obter maior longevidade. Por outras palavras, evite excessos como o do nosso amigo da foto acima (é um exemplo figurativo, pois claro; poderia também estar a fumar, a consumir drogas, a comer margarina, etc.) porque eles não favorecerão em nada a sua longevidade!

Paleo Diet Blog - Q & A - 13 February 2010

Concerning longevity, it is well known that caloric restriction is the only proven method to extend live in various animals including primates (1-6) .

One of the reasons why people from Okinawa live more is because they eat less calories than people from mainland Japan (7). Well, 2 of the 3 intervention studies with a Pre-agriculture Diet show that one people are advised to eat the food groups available in Paleolithic era they eat less calories, although they haven’t been advised to do that (8, 9).

Some of the mechanisms by which caloric restriction is beneficial for longevity are:

Decrease in visceral fat - a Paleo type Diet has been shown to do that (8)

Decrease IGF-1/IGFBP-3 - by eating a low glycemic load diet and avoiding high fructose foods you will normalize insulin metabolism and your IGF-1/IGBP-3 may decrease (see this paper to understand what I’m saying: Evolutionary Health Promotion. A consideration of common counter-arguments)

Decreased glycation - by eating a low glycemic load diet, ingesting plenty of carnosine (10), reducing fructose (11), avoiding galactose (12) and avoiding cooking at high temperatures, you will be decreasing glycation.

Decreased glycolysis (14) - a low Glycemic load diet will achieve this.

Elevated insulin sensitivity - the studies with the Paleo Diet have shown that it increases insulin sensitivity (8, 15)

Moreover, if you read some of Dr. Cordain’s papers available here, you will see how the modern diet is responsible for most of the so called diseases of civilization, who normally aflict people in the post reproductive years.

Finally, it should be mentioned that many of the so called healthy diets that are being promoted for longevity and optimal health actually contain one or more characteristics of a pre-agriculture diet (The Paleo Diet), so presumably we would expect them to lead to better health outcomes. For instance, the diet of Crete (which was then used to formulate the Mediterrean diet) has a low w6/w3 ratio, contains plenty of fruits and vegetables and most of the fat is monounsaturated (16), just like pre-agricultures diets.

And the traditional diet of Okinawas is composed by fruit, vegetables, sweet potatoes (not potatoes, which contain harmful glykoalcaloids), rice (it doesn’t include gluten grains, which are worse than rice), fish, fermented soy (it is better than normal soy, although it still has harmful saponins and lectins and as so, we don’t advise it) and some pork, so it has a lower w6/w3 ratio and no trans fatty acids, which are very important characteristics of pre-agricultures diets.

Furthermore, it’s not just diet: we also have to look at their lifestyle which is closer to the one followed by our H/G ancestors: sun exposure, exercise, good sleep patterns and acute stress (exercise) as opposed to chronic stress (the one we experience).

 

Beneficial effects of a Paleolithic diet on cardiovascular risk factors in type 2 diabetes: a randomized cross-over pilot study. Jönsson T, Granfeldt Y, Ahrén B, Branell UC, Pålsson G, Hansson A, Söderström M, Lindeberg S. Cardiovasc Diabetol. 2009 Jul 16;8:35.

Metabolic and physiologic improvements from consuming a paleolithic, hunter-gatherer type diet. Frassetto LA, Schloetter M, Mietus-Synder M, Morris RC Jr, Sebastian A. Eur J Clin Nutr. 2009 Aug;63(8):947-55. Epub 2009 Feb 11.

Effects of a short-term intervention with a paleolithic diet in healthy volunteers. Osterdahl M, Kocturk T, Koochek A, Wändell PE. Eur J Clin Nutr. 2008 May;62(5):682-5. Epub 2007 May 16.15.

A Paleolithic diet confers higher insulin sensitivity, lower C-reactive protein and lower blood pressure than a cereal-based diet in domestic pigs. Jönsson T, Ahrén B, Pacini G, Sundler F, Wierup N, Steen S, Sjöberg T, Ugander M, Frostegård J, Göransson L, Lindeberg S. Nutr Metab (Lond). 2006 Nov 2;3:39.

A Palaeolithic diet improves glucose tolerance more than a Mediterranean-like diet in individuals with ischaemic heart disease.
Lindeberg S, Jönsson T, Granfeldt Y, Borgstrand E, Soffman J, Sjöström K, Ahrén B. Diabetologia. 2007 Sep;50(9):1795-807. Epub 2007 Jun 22.

 

Fonte: Paleo Diet Q & A - 13 February 2010 - No legumes for real?

 



THE CULTURE OF SLOW FOOD (pdf)

Alice Frances Aldous-Worley, Master of Art in Anthropology (Cultural Anthropology), Stony Brook University, 2008

The United States has been living out its Puritan Protestant origin and denying the sensual enjoyment of food by eating scientifically to survive, which according to Levenstein has “bred a vague indifference to food, manifested in a tendency to eat and run, rather than to dine and savor” (Pollan 2008:54). According to many, America’s Fast Food “culture” is causing great socio-cultural, public health, economic and environmental problems (Pollan 2008; Petrini 2003). In an attempt to preserve food cultures around the world, Slow Food started as a social movement against Fast Food and the fast life that was becoming more prevalent in Italy, a culture where “meals are a central arena for the family” (Counihan 1999:49). Unsurprisingly, early in the 19th century Italian Americans successfully resisted the Americanization of their meals, making foods out of fresh ingredients from local markets or their own gardens (Levenstein 1993). The Slow Food movement is continuing the Italian tradition of cultural culinary preservation by resisting McDonaldization of the food chain.

 

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Conferência NutriScience com Prof. Frits Muskiet, em Lisboa, 13/Mar/2010

No próximo dia 13 de Março (Sábado), A NutriScience vai organizar a conferência "Nutrição, Epigenética, Gravidez e Pós-Parto" dada pelo Prof. Dr. Doutor Frits Muskiet. Veja o programa do evento clicando aqui.

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Medicina (notícias)


  • Michael: Fico feliz que tenha gostado do artigo. Obrigado pela menção!
  • NADIR CASTILO: Muito boa a lembrança do trabalho da Dra Denise Carreiro, sou nutricionista e acho que o trabalho da Dra Denise Carreiro é realmente desbravador. Se
  • emerson cardoso: Otimo artigo, muito bom mesmo. Eu traduzi o primeiro video no post em meu blog no qual voce comentou: http://www.anovaordemmundial.com/2009/09/epid

Álbum fotográfico

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Canibais e Reis

"As populações da Idade da Pedra tinham vidas mais saudáveis do que a maior parte do povo que surgiu imediatamente depois delas. Quanto a facilidades, como a boa alimentação, os divertimentos e os prazeres estéticos, os primitivos caçadores e recolectores de plantas gozavam de luxos que só os mais ricos dos nossos dias podem gozar" - Marvin Harris (1927-2001).

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