11 de Junho, 2009

Só com guerras e muita gente é que ficámos ‘humanos’, ou como o desenvolvimento cultural e a demografia também influenciam decisivamente a evolução

Autor: O Primitivo. Categoria: Civilização| Primitivos

Os artigos em questão, que o Público refere no seu artigo de 04/Jun/2009, abaixo transcrito, são o Late Pleistocene Demography and the Appearance of Modern Human Behavior e Did Warfare Among Ancestral Hunter-Gatherers Affect the Evolution of Human Social Behaviors? (versão on-line aqui), e podem ser ambos obtidos aqui.

Dois estudos na Science
04.06.2009 - 22h02 Nicolau Ferreira
 
Aparentemente não foi a genética que proporcionou por si o comportamento humano moderno. Se não houvesse conflitos entre os grupos de caçadores recolectores e se a população de humanos anatomicamente modernos não aumentasse, seria difícil a manutenção do altruísmo e a aprendizagem de todos os aspectos culturais e simbólicos que nos tornam únicos, adiantam dois artigos publicados hoje na Science.
Fazendo as contas, levou no mínimo 70 mil anos até que pessoas com anatomia igual à nossa começassem a ter um comportamento moderno, “um salto radical na complexidade tecnológica e cultural, que torna a nossa espécie única”, explica Adam Powell, autor de um dos artigos. “Isto inclui um comportamento simbólico como a arte abstracta e realista, instrumentos musicais, artefactos de marfim,” explicou o investigador da University College London.
Os primeiros testemunhos desse comportamento aparecem na África subsaariana há 90 mil anos — no continente de origem da humanidade. Perderam-se na mesma região há 65 mil anos, encontraram-se na Europa há 45 mil — pouco tempo depois destas populações chegarem cá—, recuperam-se em África há 40 mil anos e foram surgindo pelo Médio Oriente, Ásia e Austrália.
A investigação relaciona este desenvolvimento cultural com a demografia. Os modelos mostram que sem um certo número de pessoas, é impossível haver passagem do conhecimento sem a sua degeneração e é difícil que as inovações sejam aproveitadas e se mantenham nas populações. O estudo bate certo com o número de pessoas que se estima terem existido em África, Europa e Médio Oriente quando se deu a mudança cultural.
Por outro lado, Samuel Bowels, da Universidade de Siena em Itália, mostra no segundo artigo a importância dos conflitos entre estas populações para a manutenção genética dos comportamentos de altruísmo.
O altruísmo melhorava a produção e cooperação num grupo, além de proporcionar um número de pessoas prontas para combater. O resultado seria uma população mais capaz, com maior probabilidade de ganhar conflitos e ter mais descendência.
 

Fonte: Público.

 

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"As populações da Idade da Pedra tinham vidas mais saudáveis do que a maior parte do povo que surgiu imediatamente depois delas. Quanto a facilidades, como a boa alimentação, os divertimentos e os prazeres estéticos, os primitivos caçadores e recolectores de plantas gozavam de luxos que só os mais ricos dos nossos dias podem gozar" - Marvin Harris (1927-2001).

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