20 de Dezembro, 2008
Uma hipótese lipídica pouco científica em suporte do lucro das indústrias médica, farmacêutica e alimentar
Autor: O Primitivo. Categoria: Mitos
Se você ainda acredita que o colesterol tem alguma coisa a haver com as doenças cardiovasculares (mito do colesterol ou hipótese lipídica), ou até que as gorduras saturadas/mono-insaturadas podem estar implicadas, quando na realidade são os cereais/amidos/açúcares os adjuvantes responsáveis por inúmeras doenças da civilização, como é o caso da doença cardiovascular, então experimente ver os vídeos abaixo e também faça uma visita demorada às ligações indicadas, nomeadamente ao website de Chris Masterjohn.
Este artigo, possivelmente, poderá despertar-lhe o interesse para uma pesquisa que o levará à descoberta de que os mitos que você ouve todos os dias, propagados por "autoridades" de saúde, médicos e nutricionistas, afinal, pouco ou nada têm de ciência, resultando antes de decisões políticas, publicidade, lobies de interesse, etc. Como você já deve estar a perceber, esta questão é fulcral para você perder o medo das gorduras e reduzir de vez esses HC "saudáveis" que a roda dos alimentos recomenda. Deixo só esta pista: as dietas de povos primitivos são/eram baseadas em 30-80% de gorduras (fonte: WAPF) e não consta que sofressem destas doenças da civilização!
Mas os modernos dietocratas querem nos fazer crer, subitamente neste momento conturbado do nosso percurso evolucionário, numa fase dominada pela agricultura que dura há somente 10.000 anos, ou até muito menos, um curto lapso de tempo quando comparado com os milhões de anos em que o nosso perfíl genético se formou, que agora devemos deixar de consumir proteínas e gorduras, os nutrientes-mágicos de suporte da nossa evolução desde sempre, para passar a comer novos hidratos de carbono (cereais/amidos refinados e restantes açúcares industrializados), que nunca fizeram parte do nosso menu. E querem que seja a nossa principal fonte de energia, tendo até decretado o número de 60% através de uma roda, ou pirâmide, ou coisa parecida. Com que base evolucionária ou sequer científica?
Bem, vamos aos vídeos para não tornar este artigo demasiado extenso. Se você tem tempo para pesquisa e estudo, comece por ver estes vídeos, por visitar as ligações que constam deste blogue e também por se familiarizar com a Pubmed e o Highwire, que é onde a ciência de facto está, embora muita dela perturbada por lobies de interesse (dica: veja sempre a declaração de interesses de cada paper para saber distinguir, logo à partida, o que é credível de estudos tendenciosos como o Jupiter).
No que respeita aos vídeos, aqui vamos, é desta!, comecemos por este extracto do documentário "We Are What We Eat" da Nutri-Tech, com Jerry Brunetti e Chris Mastejohn (Masterjohn é membro da Fundação Weston A. Price):
Mais um vídeo com Jerry Brunetti:
Segue-se este vídeo do Dr. Mark Hyman, da Ultra Welness, também a dizer algumas coisas inteligentes:
Uma explicação do Dr. Ron Rosedale, autor de um excelente artigo sobre insulina:
O mesmo que o Dr. Ancel Keys fez, só que ao contrário e com os dados todos (nota: tanto quanto sei, numa afirmação em epidemiologia corre-se sempre o risco de confundir correlação com causalidade; aqui trata-se justamente de uma negação, onde penso não existir esse problema de nexo):
Para alegrar, uma animação sobre o colesterol:
E outra, do mesmo filme, o Fat Head Movie:
Políticos a tomarem decisões científicas, ainda por cima com a influência de um vegetariano pelo meio, só podia dar nisto:
Penúltimo vídeo desta série do colesterol, este slideshow do Dr. Heath Motley:
Para terminar mesmo de vez, aqui fica uma longa entrevista, muito boa e com quem sabe, a bioquímica nutricional Dra. Mary Enig, da WAPF e THINCS:
Ligações relacionadas:
Cholesterol - You Can’t Live Without It!, Chris Masterjohn
The Cholesterol Myths, Uffe Ravnskov
The International Network of Cholesterol Skeptics
The Great Cholesterol Con, Anthony Colpo (nota: extraordinário livro, cientificamente muito robusto)




